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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para baratear custo, cientistas propõem colonização e viagem a Marte sem volta


Uma viagem a Marte com um único bilhete de viagem: o de ida. Essa é a basicamente a ideia defendida por dois cientistas no artigo "To Boldly Go" (algo como "viagem audaciosa"). A dupla diz que as viagens com tripulação humana para Marte seriam mais rápidas e econômicas se as missões não incluíssem o retorno dos astronautas.

"O principal ponto é fazer com que a exploração de Marte continue", disse Dirk Schulze-Makuch, da Universidade Estadual de Washington (EUA), autor do texto publicado no "Journal da Cosmologia" em parceria com Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona (EUA).

Segundo eles, os seres humanos deveriam começar a colonização de outros planetas como meio de se precaverem contra uma catástrofe na Terra.

Marte possui gravidade na superfície, atmosfera, água abundante, dióxido de carbono e minerais essenciais, o que facilitaria a colonização.

Eles propõem que as missões comecem com o envio de duas equipes, formadas por duas pessoas cada, em voos separados, a Marte.

Depois, navios de abastecimento regular e mais colonizadores poderiam participar da segunda fase da missão. A tecnologia já existe, ou é de fácil acesso, afirmam.

ESQUECERAM DE MIM

Um funcionário da Nasa (agência espacial americana) comentou que missões tripuladas para Marte devem ocorrer nas próximas décadas, mas o planejamento envolve decididamente a ida e a volta da tripulação.

O porta-voz da Nasa, Michael Braukus, disse que o presidente dos EUA, Barack Obama, acredita que essa missão poderia ser realizada por volta de 2030, mas não houve qualquer menção a que os astronautas poderiam ser deixados para trás. "Queremos nosso povo de volta", disse Braukus.

O astronauta aposentado da Apollo 14 Ed Mitchell, que caminhou na Lua, também criticou a proposta. "É prematuro", escreveu em um e-mail. "Nós não estamos prontos para isso ainda."

Davies e Schulze-Makuch salientam que não estão propondo uma "missão suicida". "Os astronautas iriam para Marte, com a intenção de ficar para o resto de suas vidas, como pioneiros de uma colônia humana permanente em Marte", escreveram eles, embora reconheçam que a proposta encontraria reações de oposição dentro da Nasa.

Os dois acreditam que o setor privado aceitaria melhor a ideia.

Fonte: ASSOCIATED PRESS

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